domingo, 23 de agosto de 2009

Descartabilidade



Todo mundo já comprou alguma coisa que durou bem menos que o esperado, seja aquele celular que parou de funcionar ainda no primeiro mês de uso ou aquele eletrônico que quebrou tão logo tenha acabado a garantia ou ainda aquele aparelho que vc pagou caro pq pensou que ia durar e valeria o preço, mas que te deixou na mão em poucas semanas.
Claro, é o mundo capitalista e suas formas de "incentivar" o consumismo, te fazendo trocar o que ainda não está obsoleto acreditando que ninguém vai se importar em usar a garantia, afinal todos pensam que qt mais novo melhor, mais "na moda" por assim dizer.

Mas não é esse tipo de comportamento que me incomoda, deixo isso aos marxistas de plantão, pseudo-comunistas que adoram criticar o consumismo capitalista andando com seus tênis importados a caminho de alguma rede de fast-food multinacional.
Não, o que me provoca asco é facilidade com que as pessoas entram e saem de relacionamentos ditos "sérios", paixões que se esvaecem com o raiar do dia, promessas de amor eterno esquecidas como quem perde uma moeda de 5 centavos nos vãos do sofá ainda sujo com os fluidos da noite anterior.

Pois é, tenho imensa dificuldade em me adaptar a esta sociedade do agora, de viver o momento e esquecer o que se construiu ontem, de amar o hj e desprezar o ontem, acho que para o contexto atual eu talvez seja um ser antiquado apesar de mal ter passado dos 30 anos.
Não sei, pra mim sempre pareceu mais importante estar com alguém que valha a pena me lembrar depois, que compense sentir saudades qd estou sozinho, que me dê alegria e me deixe com o sorrisão estampado no rosto só de lembrar os bons momentos.
Não entendo como as pessoas deste século conseguem se sentir bem consigo mesmas afirmando que querem bons relacionamentos enquanto que, na prática, não são capazes de manter uma relação por mais que 30 dias, da mesma forma que mal esperam o término para já emendar outro relacionamento, tb fadado ao fracasso como o anterior.

Quem nunca viu/ouviu aquela de "a fila anda" ou qquer coisa que o valha? Fila de onde, por favor? Por acaso estamos em algum stand no super-mercado? Que pressa seria essa então de criar uma fila, seria algum tipo de eufemismo para a fútil necessidade de acumular pretendentes? E de quê isso vale, afinal, é pra amealhar algum tipo de troféu?
Outra interessante é aquela de que "figurinha repetida não completa álbum". Oras, até onde sei é apenas com a figurinha premiada que vc ganha o prêmio, todas as outras não valem nada e só fazem volume, então que personalidade vazia é essa da pessoa que precisa de quantidade em detrimento à qualidade?