Diário de bordo:
1º e 2º dias (19-20/08) – Floripa/São Paulo/Lima/Puno
Saída de Floripa às 08:45h e só fui chegar em SP às 19:30h. Era o prenúncio do tempo que eu perderia com ônibus, traslados, etc...
Chegando em SP fui recebido pela Dri, que me ofereceu espaço para descansar pra maratona do dia seguinte, que começou às 04:00h da matina com vôo para Lima saindo às 08:25h chegando em Lima às 11:45h já descontando fuso horário.
Para descer em Lima já foi emocionante com dezenas de metros de neblina densa cobrindo o aeroporto sendo possível avistar a civilização apenas qd já estava “em cima”. Lá experimentei minha primeira confusão lingüística qd pedi um McPollo para comer e notei que se dependesse de meu espanhol eu não iria a lugar nenhum...
De Lima segui de avião para Juliaca e de lá fui de van para Puno. Já ali meu nariz começou a ficar irritado com a diferença na umidade do ar, o Sol quente com vento gelado...
De noite experimentei comida típica local e conheci a tal da Inca Kola, um refrigerante amarelo com gosto fraco de guaraná e forte na groselha. Foi tb meu primeiro contato com o chá de Coca, amargo e de cheiro forte que me acompanharia no resto da viagem. Tb descobri que no Peru td é mt quente e/ou mt apimentado, já as bebidas frias são sempre servidas na temperatura ambiente e nem por isso estão quentes...
Devido a confusões de minha agência com as datas da viagem, tive que remarcar pessoalmente minha estadia em Puno se quisesse visitar o Lago Titicaca já que a “previsão” seria de deixar a cidade logo cedo no dia seguinte, o que tornaria inócua minha chegada ali.
3º dia (21/08) - Puno/Titicaca.
Madruguei já com o nariz entupido no ar rarefeito e seco dos 3.800m de altitude local, o que já indicava tb o principal problema que eu enfrentaria durante toda a viagem: falta de fôlego agravada por meu desvio de septo.
O ar seco tb começou a rachar a ponta de meus dedos, mas com meu portunhol já melhorando segui de barco para conhecer as ilhas flutuantes de Uros, onde aprendi como “funcionam” além de vivenciar a situação inusitada de conhecer por acidente uma simpática carioca (Fernanda) que me acompanharia durante a visita às ilhas.
Saindo de Uros seguimos à outra ilha do lago, Taquile. Suas escadarias serviriam de “treino” para o que eu enfrentaria dias depois e haja fôlego!
Em Taquile tive tb o primeiro contato com a verdadeira alimentação local e que seria o básico durante a trilha de Salkantay: sopa, prato principal, sobremesa e chá quente.
Voltando a Puno descubro outro inconveniente causado pela agência: as reservas feitas junto ao hostel foram confusas qt às datas e minhas coisas estavam todas na recepção, eu havia sido despejado!
Argumentei e consegui um quarto provisório, apenas pra tomar meu banho e rearrumar minhas coisas. Algo que percebi desde então é a prestatividade dos peruanos, sempre dispostos a ajudar e melhorar a estadia dos turistas, algo que uma certa ilha brasileira deveria aprender...
Outra coisa que chama mt a atenção é a imensa pobreza local. Puno deve ser a maior cidade do departamento (estado), mas eu diria que Mauá-SP é mais rica...
Depois do banho tomado e já esperando meu traslado para Cuzco, no último instante aparecem 2 belezas nórdicas, cuja idade não deveria passar dos 20 anos. Típico de minha sorte aparecerem em meu hostel mas no instante em que eu estava saindo... =P
4º dia (22/08) – Puno/Cuzco
E dá-lhe horas preso no ônibus em direção a Cuzco. Nem lembro qt tempo demorou, mas sei que foi extremamente cansativo! E tome outro desencontro, visto que meu traslado ao hostel não estava presente. Peguei um táxi às 04:00h da manhã num país estranho e, acostumado com SP, imagina o cagaço hehehe
A partir deste dia meu nariz entupido começou a sangrar. Na tentativa de amenizar comecei a usar Sorine, mas com poucos resultados.
Tirei um cochilo no hostel e no início da tarde parti para conhecer as atrações de Cuzco (oputro ônibus, aaargh!!):
• Catedral de Santo Domingo – igreja imensa, grande demais mesmo!! Não é permitido tirar fotos, mas é em lugares assim que percebo o qt Deus deve ser um cara materialista, tamanha quantidade de ouro e prata que ele demanda por sua atenção...
• Templo do Sol Qoricancha – pelo que me lembro é outra catedral, esta erguida por cima de um templo Inca antigo. Algumas das ruínas desse antigo templo ainda estão lá e foi essa a parte que me chamou mais atenção.
• Saqsaywaman – ruínas com rochas enormes, mta coisa interessante a ser vista mas como tinha mta véia na turma, vimos e ouvimos apenas o básico.
• Tambomachay – de novo as veias atrasaram o grupo e dessa forma td que vi se resume a 1 foto. Tirei mais fotos tentando me enganar que havia mais coisa interessante por ali, mas a sensação de incompletitude foi grande. Pra comer choclo, o famoso milho gigante peruano, elas iam correndo mas pra andar nos pontos turísticos nem pensar!
• Q’enqo - por causa das veias lerdas já havíamos deixado de ver as ruínas de Pukapukara e tb graças a elas chegamos mt tarde em Q’enqo. Não vimos tb o Vale Sagrado e nem Ollantaytambo, pesquisando na net hj sei o qt perdi por causa das véias...
No fim do dia recebo a ótima notícia de que minha mochila grande iria de mula durante a trilha. Parece besteira, mas pra quem já não estava conseguindo respirar pra subir 3 lances de escada no hostel, a notícia foi mt bem recebida mesmo que acompanhada do fato que teria que madrugar pra sair às 04:30h do dia seguinte para começar a reclusão no mato...
5º dia (23/08) – Cuzco/Salkantay - 1º dia Trilha Salkantay
Saí mt cedo do hotel e no caminho fomos pegando outras pessoas que fariam parte do grupo, num total de 12 pessoas: 4 ingleses (Craig e Ian de uns 20 anos cada, Carl e Dean com 25 anos), 3 franceses (David uns 25 anos, Vincent e sua namorada ambos em torno dos 30), 1 americana (Ana, de no máximo 20 anos), 1 alemã (Carolin, tb mt novinha, não passava de 20 anos), 1 holandês (Falkut, 58 anos), 1 russo (Serge, 31 anos) e euzão de brasileiro.
Paramos em Mollepata para o café da manhã e foi perceptível o qt o povo era fechado. Os únicos a puxar conversa eram Falkut e Dean.
Aproveitei pra comprar uma garrafa de 1,5l de água mineral pra acompanhar a de 650ml que eu já tinha, as únicas que eu levaria por toda a viagem. Assim que acabaram, só água de fontes naturais encontradas durante o percurso.
Muito, MUITO foda, em menos de 1h de caminhada eu já não agüentava mais, simplesmente nõa conseguia respirar de jeito nenhum!!! Cheguei a pensar que sofria do mal das alturas, que eu nem sabia o que era...
Qd Eduardo (o guia) disse que o dia seguinte seria pior fiquei em dúvida se conseguiria continuar. Em conversas posteriores descobri que a maioria pensava o mesmo hehehe
Depois de umas 4h de caminhada paramos para o primeiro almoço, onde encontrei 3 curitibanos: Camila, Cristiano e o outro não lembro o nome. Numa rápida conversa pude perceber que nosso grupo estava melhor...
Logo depois do almoço aderi ao vício de mascar folha de Coca. Ali eu estava topando tentar qquer coisa pra conseguir voltar a respirar hehehe
De noite foi foda tb. Depois do calorão durante o dia acampamos no pé da montanha Soraypampa de onde veio um frio desgraçado, provavelmente próximo ou abaixo de zero!
No primeiro jantar a turma começou a descontrair graças ao ótimo humor da dupla Dean e Carl.
Na hora de dormir fui sorteado pra dividir a barraca com o russo e depois de uma rápida arrumação outro susto: tive que tirar uma unha do dedo do pé, que estava caindo e incomodando.
Depois de uma conversa com o russo sobre dúvidas a respeito de nossos respectivos países eu não quis nem saber, só escovei os dentes, tirei a bota e dormi com a roupa da trilha mesmo! Dava até raiva ver o russo todo confortável apesar da baixa temperatura, à qual ele certamente já estava acostumado hehehe
E conforme avisado pelo Marcel, minha bota começava a descolar a sola...
Ah, a partir de hj e durante toda a trilha, o idioma “oficial” era o inglês. Felizmente, pq eu já não agüentava mais a confusão mental português/espanhol/inglês... E segundo me disseram (até ouvi o Serge comentando com o David), meu inglês é BEM melhor que eu imaginava.
6º dia (24/08) - 2º dia Trilha Salkantay
Depois de uma noite mt mal-dormida, acordamos bem cedo de novo e após o café da manhã começamos o que deveria ser o dia mais puxado de toda a trilha. Mas que nada, depois de 4 horas chegaremos a Huaytac para almoçar a uns 4.600m de altitude.
Durante o almoço faltou uma colher para mim e qd pedi outra o cozinheiro pegou uma e lavou numa água parada que havia num carrinho de mão. Geral começou a rir até que mandei “you’re laughing ‘cause you didn’t see how they cleaned yours! hahaha” e os risos ficaram um pouco amarelos. O russo, mt gente boa, até me ofereceu um gel anti-séptico pra limpar a colher, mas depois de agradecer eu disse “what doesn’t kill me make me stronger” e usei daquele jeito mesmo.
David, que até então se dizia vegetariano, jogou suas convicções morro abaixo e devorou uma coxa de galinha. É fácil ver até onde vai essa frescura de vegetariano hehehe
Depois do almoço começamos a descer um pouco. Aí, com mais ar disponível, td ficou mais fácil. com exceção de meu dedo sem unha, que deu uma piorada. Mas com incentivo do pessoal (we came together, we finish together even if we need to carry you on our backs!) decidi que continuaria até o fim, não importando as dificuldades! Mas felizmente o dedo deu uma anestesiada depois de umas horas hehehe
Topei com os cuiabanos de novo no meio do caminho, realmente eles estão pior que nós, completamente desgarrados de seu grupo, que seguia BEM a frente.
A tarde, após descanso, seguimos caminho com visual de montanhas nevadas a 5350m inclusive o monte Salkantay com seus 6271m de altura.
Prosseguimos montanha abaixo até Colcapampa, onde fixamos acampamento. Se no acampamento tínhamos banheiro, nesse o máximo que tínhamos era um buraco no chão cercado por sacos plásticos, daqueles para transportes de grãos.
A sensação de usar esse “banheiro” era a mesma de andar na beira de um precipício: não olhar pra baixo e torcer pra não cair!!
Ainda antes de escurecer peguei meus lenços umedecidos e lá fui eu tomar meu “banho” e trocar de roupas. Foda, assim que tirei a roupa comecei a ser atacado pelos mosquitos e quase secaram meu sangue!!
Depois disso, jantar e logo depois o Dean começou a nos ensinar a jogar shit-head. Foi mt massa, a partir daí o pessoal começou a se entrosar mais, a se tornar uma turma mesmo!
7º dia (25/08) - 3º dia Trilha Salkantay
Não sei mais o dia da semana, ao sei a data qd olho no relógio, não penso mais em português (na noite anterior, com sono, fiz minhas anotações em inglês), acabou o pouco $$ que levei pra trilha.
Caminhamos meio que na descida com abundante fauna e flora - com diversas aves e orquídeas, assim como cascatas, comunidades nativas e pontes pênseis através de um trajeto repleto de pomares com visual que em mt me lembrava o Brasil até chegarmos numa espécie de vilarejo , o Sahuayaco ou La Playa, para o almoço. Dali seguimos de ônibus até Santa Teresa onde seria nosso acampamento noturno.
Por termos tempo sobrando, fizemos uma caminhada “livre” de maomenos 1:30h até Cocalmayo, um termas onde td mundo curtiu um “banho” quente e relaxante. Finalmente ia passar a noite “limpo” hehehe
Saímos do termas de noite e voltamos ao acampamento de ônibus. Lá td mundo já reclamava de bolhas, assaduras, etc e como eu era o único preparado pra td isso, começaram a me chamar de doctor Carlos.
Durante o jantar os cuiabanos me procuraram, um da turma deles estava com diarréia hemorrágica! Chamei o Eduardo, que resolveu a questão (deve ter conseguido transporte, sei lá) e qd relatei o ocorrido na mesa o Dean começou a cantarolar “he is the doctor” hehehe
Após o jantar jogamos shit-head com as meninas e no final ficamos só nós 3: eu, Dean e Carl. Nessa noite eu ri MUITO com esses caras, puta merda!!! Foi qd percebi que apesar de toda a sefodência da trilha, estava valendo MUITO a pena pq eu estava me divertindo DEMAIS!!!
8º dia (26/08) - 4º dia Trilha Salkantay – Águas Calientes
Saímos cedo de Santa Teresa e cruzamos o Rio Urubamba. No caminho passamos por areais, plantações de frutas e cafezais, chegando ate a Hidroelétrica, no início das linhas do trem. Almoçamos por ali e depois de mais uma siesta seguimos caminhando pelas linhas do trem.
Qd fiquei sabendo que iríamos por ali pensei que seria mais fácil, não imaginava que era tão difícil caminhar nos trilhos...
Aqui eu vi pouca coisa que me chamou a atenção. Se eu fosse gringo ficaria maravilhado com as maritacas e borboletas locais, mas como já vi mt disso qd era pequeno na fazenda, nem dei bola até que chegamos na última estação do trem antes de Águas Calientes. Ali avistamos pela primeira vez a cidade de Machu Picchu, lá em cima escondida nas montanhas...
Mas ainda faltava chão até Águas Calientes, então andamos até o final do dia onde finalmente poderíamos tomar um banho decente, jantar como gente e dormir numa cama macia e confortável.
Havia a opção de subir até Machu Picchu de ônibus, mas decidimos em conjunto que iríamos caminhar até lá e para dar tempo de ver o nascer do Sol, teríamos que sair às 04:30h.
9º dia (27/08) – Machu Picchu
Madrugamos e seguimos pela primeira vez no escuro, de lanternas na mão (ou na cabeça, meu caso hehehe) através do mato da montanha.
Qd chegamos no topo nos reagrupamos e trocamos de guia para visita à cidadela de Machu Picchu conhecendo a Praça Principal, a Torre Circular, o Sagrado Relógio Solar, os quartos reais, o Templo das Três Janelas, etc.
Apesar das imagens deslumbrantes, fiquei um pouco decepcionado. Acho que nosso guia era mt fraco, perdia tempo demais mostrando figuras numa brochura e contando a história local em vez de nos mostrar o lugar.
Seja como for, perto do almoço fizemos um lanche em um dos terraços na companhia dos lhamas e tiramos um cochilo ali mesmo. Baterias recarregadas, fomos subir a montanha mais alta, que chamam de “verdadeira Machu Picchu” com seus 3.100 de altura.
Havia a opção mais “turística” de subir a montanha menor, Huayna Picchu, mas devido ao alto fluxo de pessoas a visita teria que ser rápida e como o espírito já era de fazer o caminho menos comercial possível (já havíamos declinado a Trilha Inca de 50km em favor da Trilha Salkantay de 100km), decidimos na noite anterior que subiríamos a montanha mais alta.
E valeu a pena o esforço, subimos com o Eduardo como guia e o visual lá de cima foi o melhor de todos!!! A alemãzinha ficou tão emocionada que ligou pra mãe e quase caiu lá de cima qd atendeu o celular hehehe
Depois de mt tempo de contemplação e outra siesta, descemos ainda com tempo livre pra “explorar” melhor as ruínas de Machu Picchu. Como eu já estava meio decepcionado preferi seguir com o Eduardo até Águas Calientes onde negociei um banho que foi invejado pelo restante do grupo hehehe
Dali o Serge pegou um trem mais cedo e o restante seguiu de trem no fim da tarde.. Qd trocamos o trem por um ônibus em direção a Cuzco (mais um!!) encontrei de novo a trupe cuiabana.
Durante a confusão antes de subir no busão peguei o nome do lugar onde os ingleses estariam hospedados. Ainda bem, pq na hora de descer fiquei “preso” pela cuiabana que fazia frescura de não querer descer e me desencontrei do pessoal.
10º dia (28/08) - Cuzco
Na noite anterior consegui o endereço do hostel dos ingleses através de um garçon e de posse disso fui tentar encontrar com os caras e consegui!
Como a diária de onde eu estava era mt alta fui para o mesmo hostel deles, que eu podia pagar mais sossegado. O foda era o banho frio naquele clima...
Saí junto com os caras e fomos num tal Mama África, fiquei bêbado acho que pela primeira vez na vida hehehe.
Foi foda, no começo só rolava reggae e odeio esse tipo de música tanto qt pagode e derivados, mas depois começou a rolar umas músicas mais agradáveis (rolou até AC/DC!!) e a coisa engrenou. Me diverti demais, voltanto pro hotel foi esquisito andar sem saber onde ia pisar. Hehehe
Se antes eu não sabia se ia a Nazca, agora estava decidido: vou ficar em Cuzco pra farra com esses caras!
Ah sim, quase esqueço: arranquei mais 3 unhas dos pés, agora cada pé só tem 3 unhas. Foda isso.
11º e 12º dias (29-30/08) - Cuzco
Apesar de termos bebido as mesmas coisas e quase na mesma quantidade, os caras estavam totalmente derrubados na ressaca enquanto eu estava inteirão. Aproveitei então pra fazer algumas coisas necessárias, como levar as roupas pra lavar, mandar uns e-mails, etc.
O Carl foi o que ficou pior, dormiu praticamente o dia inteiro e tb a noite inteira!!
No dia seguinte dá-lhe preguiça. Mais e-mails, depois do almoço fomos sacar onde ficava a boate Caos e depois os caras ficaram fazendo download no FaceBook deles...
Nada demais... Não fosse a discussão com o fdp da relojoaria!
Meu relógio estava começando a falhar, pensei em trocar a pilha em Cuzco mesmo, afinal que dificuldade pode haver? Muitas, pelo jeito...
Qd entreguei o relógio o veio disse que não era pilha, precisava limpeza. Ok, pegou poeira e suor por uns 4-5 dias seguido, pode ser que precise limpeza mesmo, pensei.
Peguei de volta no mesmo dia, quase de noite. No dia seguinte estava a mesma coisa, levei lá outra vez e o cara-de-pau disse que tinha que trocar a bateria.
Perdi o pouco de calma na hora, liguei meu power translator e dá-lhe discussão em portunhol!! Seria cômico se não fosse incômodo hehehe. Pelo menos acho que resolveu, vamos ver durante qt tempo...
De noite repetimos o ritual: shit-head + cuba libre, desta vez td mundo de estômago vazio.
Já meio ruins saímos pra jantar e pra gandaia. Os gringos FDPs decidiram de última hora que queriam o que eles chamam de street-meat, que nada mais é que um lanche desses feitos em carrinhos na rua e se no Brasil eu já evito, no Peru é que eu não me arriscaria.
Blz, peguei uns mini-rocamboles tipo Seven Boys pra jogar um pouco de glicose no sangue e fomos pra boate Caos.
Uma merda!! Tocaram 2 bandas, mas apesar de os caras serem bons o pessoal da boate parecia estar num funeral. Pra piorar, só mulher feia!!
Dali eu e o Dean rumamos pro Mama Africa, o Carl ainda estava ruim e foi pro hotel.
Chegando lá e com umas biritas a mais na cabeça (e com estômago ainda vazio), fiquei bêbado mais rápido e resolvi subir num tipo de mini-palco que tem lá. Dancei feito uma p**a e CHOVEU mulher de td tipo de país e etnia!!! O Dean ficou até meio perdido hahahaha
Eu queria mesmo era uma morena linda de olhos verdes que acho que era argentina, mas como parecia que ela só queria fazer doce larguei mão e fui com uma inglesinha loira tb de olhos verdes e tb mt bonita apesar de não tão linda qt a lolita morena.
Conversamos, dançamos, ela me tirou do palco e saí do 0x0!! All right!!! hahaha
Pra resumir eu e o Dean ficamos até o Sol raiar, ele bêbado feito uma égua e eu já quase sarando pq já tinha parado fazia um tempinho, afinal ainda estava de estômago vazio.
Depois de um tombo dele na escadaria e outros tropeços, chegamos ao hotel e eu já estava com os joelhos explodindo de dor.
13º a 15º dias (31/08 a 02/09) – Cuzco/Nazca/Lima/São Paulo/Floripa
Saí tarde de Cuzco, mas mesmo assim foi antes deles acordarem. Entrei no quarto deles e estavam desmaiados, foda isso. Como eu já havia passado meu e-mail e eles já sabiam que eu iria embora, nem esquentei a cabeça, tinha outras coisas pra pensar, como 15h de viagem até Nazca, por exemplo.
Foda, saí de Cuzco às 14:00h do dia 31/08 e só fui chegar em Nazca às 05:00h do dia 01/09 depois de ficar mt enjoado nas curvas e zigue-zagues intermináveis da estrada. Fui pro hotel e pedi o café da manhã, que por sinal foi super-reforçado. Tirei um cochilo, tomei outro banho e me preparei pra pegar outro busão com direção a Lima.
Saí às 14:30h e cheguei em Lima às 21:00h maomenos (nem lembro mais). Rumei pro aeroporto achando que teria tempo de sobra (o vôo saía às 00:50h) mas qd cheguei percebi que não seria assim tão fácil, tamanho o movimento e a bagunça por ali.
Sei que depois de mt tempo despachei a bagagem e fui pro embarque, qd percebi que as emoções ainda não tinham acabado: eu estava quase zerado de $$ e havia uma taxa de embarque de U$30.00 a ser paga, mas meu cartão não estava sendo reconhecido pela máquina. Tentei várias vezes e o único que reconheceu foi justamente o que nõa tinha nada na conta, mt foda!
Blz, não adianta desesperar e ainda to com fome, então vou comer e depois vejo o que faço. De barriga cheia fui de novo e outra vez não deu certo.
Conversei com uma pá de gente sobre qual procedimento seguir e não tinha jeito, precisava da grana em espécie.
O tempo estava acabando, já passava das 23:00h e nada então resolvi ligar pra meu cunhado pra pedir pra transferir uma grana, mas ninguém atendeu o telefone (novidade). Sozinho e sem grana no Peru, prestes a perder meu vôo, e agora?
Agora minha “sorte” resolveu acordar, tentei outra vez e finalmente meu cartão foi reconhecido pela máquina. Peguei a grana, paguei a porra da taxa, corri pro embarque e... Fila enorme na imigração!! Pra piorar uma das filas estava tomada pelo pessoal das companhias aéreas, atrasando td ainda mais!!
Não tinha jeito, certamente perderia o vôo e teria que passar mais um dia no Peru, desta vez sem grana... Mas por increça que parível um Arghentino me deixou passar na frente dele e consegui chegar ao avião uns 5min antes da partida! Ufa!!
Claro que ainda não havia acabado, ainda faltavam 6h de vôo ao lado de um israelense imbecil e mal-educado, achei que qd ele levantou pra ir ao banheiro iria explodir o avião, tamanho mal-humor!
Chegando em SP às 08:00h rumei pra rodoviária mas, com sono e cansado pedi pro taxista me levar à rodoviária errada, saco!!
Por conta disso em vez de pegar o ônibus das 09:30h só pude pegar o das 10:30h, chegando em Floripa às 22:30h. Do dia 02/09!! Depois de ter saído dia 31/08!!!! Mal tomei banho e desmaiei na minha cama, chega!
O foda era lembrar que dia 04/09 teria que voltar ao trabalho pq a viagem já havia acabado, merda....
Agradecimentos (claro, hehehe):
• Ao Marcel pelas dicas, desde sobre o que levar/não levar até na forma de arrumar a mochila. O pessoal da viagem agradece, usaram tanto qt eu. Pra não mencionar que invejaram o fato de eu poder “tomar banho” com os lenços umedecidos, enquanto eles continuavam catinguentos hehehe
• À Débora, por me “ensinar” a usar as botas de trekking. Se não fosse isso acho que eu teria desistido de dor
• À minha querida prima Adriana, por se dispor a me receber em seu apartamento, apesar do imenso transtorno que deve ser ter alguém que não dorme de noite e que acorda de madrugada pra ir ao aeroporto
• A td mundo que se importou em mandar respostas aos meus e-mails com mensagens de apoio mesmo sabendo que eu não teria tempo de respondê-los.
• E um mt obrigado especial aos poucos que se recusaram a me ajudar e ainda tentaram me desmotivar dizendo que eu não conseguiria, que ninguém se importaria em me dar uma força, etc. Se não fosse por vcs eu talvez não tivesse conseguido realmente.
Fotos (sinto mt, mas vai só links de Fêissebuqui mesmo):
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http://www.facebook.com/media/set/?set=a.2916869688161.143000.1453315514&type=3
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.2916884928542.143001.1453315514&type=3
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.2916918529382.143004.1453315514&type=3
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.2917061652960.143010.1453315514&type=3