Era uma vez na Idade Média um garotinho comum, que morava em um castelo qualquer, junto com pessoas normais. Mas este garotinho comum tinha algo de diferente, em vez de participar das brincadeiras com os outros garotinhos comuns, ele preferia ficar sozinho em uma das torres do castelo, mesmo não havendo nada por lá.
Ele tinha uma irmã que gostava de caçoar destas suas peculiaridades e certa vez ela resolveu lhe pregar uma peça, ficando escondida atrás da porta da torre esperando por ele. Mas como ele demorou, ela acabou adormecendo e, ao acordar, ouviu seu irmão conversando em uma língua que não conseguiu compreender, então olhando pelas frestas da porta viu apenas um vulto com seu irmão, que parecia em transe.
Assustada, ela empurrou a porta chamando pelo nome do irmão que, surpreso, olhou para ela e respondeu prontamente, sorrindo e perguntando o que ela fazia por ali. Sem responder, ela indaga a respeito da pessoa que havia visto ao que o irmão responde não haver mais ninguém na torre além deles.
Ao ouvirem a história, seus pais ficam preocupados com a possibilidade de haver algum invasor querendo machucar seu filho e decidem designar um guardião para o garoto, escolhendo para isso um homem forte e capaz, porém bruto.
Com o passar dos dias os boatos vão crescendo e o garoto, que já não gostava de interações sociais, foi ficando mais e mais recluso ao notar os olhares que os aldeões direcionavam a ele.
Certa noite aquele homem teve um pesadelo. Sonhara que uma sombra o segurava pelas costas enquanto o garoto gritava ao longe. Acordou ofegante e, julgando ser um presságio de mau-agouro, correu para os aposentos do menino.
Uma vez lá, ele viu com a luz fraca e trêmula de sua tocha, aquela mesma sombra negra densa como a escuridão de uma noite sem luar, que parecia adentrar as narinas do garoto. Com um arrepio gélido correndo por suas vértebras, podia jurar que viu a sombra olhando para si enquanto sua tocha se apagava.
Quando finalmente seus olhos se acostumaram com a escuridão iluminada apenas pela luz da Lua, olhou à sua volta e nada viu além do garoto dormindo tranquilo.
Com o coração palpitando e ainda em dúvida sobre o que pensava ter presenciado, se virou lentamente para retornara a seus aposentos, quando de repente...
Com o coração palpitando e ainda em dúvida sobre o que pensava ter presenciado, se virou lentamente para retornara a seus aposentos, quando de repente...
